Somos Culpadas?

 

SOMOS CULPADAS ?

Meu texto hoje são depoimentos e perguntas. Uma reflexão de como somos  ignorantes e ao mesmo instante senhores sabedores de toda verdade.

São tantas as mulheres julgadas, condenadas por uma sociedade machista e escrota, que acabam se achando realmente culpadas pelo que não fizeram. Podia fazer um livro, mas escolhi dois depoimentos para que possamos fazer uma reflexão.

PRIMEIRO DEPOIMENTO

“Depois de vinte e tantos anos trabalhando na mesma empresa fui demitida, estou desempregada, sou inteligente para entender que é a crise estacionada em nosso país. Falta saúde, educação, emprego, honestidade e principalmente caráter em nossos políticos, é mais fácil chamar a corrupção de crise.

Faltam poucos anos para me aposentar, ontem numa entrevista de emprego descobri que tenho experiência demais, me lembro que jovem a desculpa era experiência de menos que usavam.

Sou culpada por envelhecer e não possuir mais um rostinho jovial?”

SEGUNDO DEPOIMENTO

“Fui atacada, o monstro se aproveitou do fato de ser homem e ter mais força do que uma mulher. Tudo aconteceu muito rápido, mas um longo tempo para passar suas mãos imundas em meu corpo, rasgar parte da minha roupa e me falar coisas impublicáveis.

Gritei o mais alto e máximo de tempo que aguentei, o possível para chamar a atenção de todos em um bar no final da rua. O monstro apareceu do nada, me agarrou do nada, sumindo do nada. Me desculpe o sumindo do nada, fugiu correndo mais que os clientes do bar que correram atrás dele.

Um pesadelo horrível, horroroso que não desejo a ninguém. O pior é ter que agradecer, por entender que tudo podia ter sido pior, obrigado meu Deus tive sorte.

O tempo que chorava, totalmente desprotegida no chão com o que ocorreu, com os olhos fechados ouvia vozes: “isso são horas para estar na rua”, “com esse corpo tatuado quer o quê”, “passar nesta rua escura sozinha”, “ela só anda distraída, lendo esse livro”, “também com esse short pequeno”.

Para aumentar meu espanto, e minha decepção no exato momento que abro meus olhos vejo que todas são mulheres falando, uma surpresa extremamente infeliz.

O pouco tempo que sofri muito, pude descobrir que a pior dor é aquela dor que doe no fundo da alma. O pouco tempo, foi tempo suficiente para ser julgada e condenada por pessoas que, nunca perderam um minutinho do seu tempo para me desejar bom dia.

Eu sou culpada?”

Somos culpadas por vivermos em uma sociedade doente, hipócrita e covarde, onde todos têm defeitos (homens e mulheres) e se acham no direito julgar botando defeitos nos outros, principalmente em quem nunca viu?

A nossa sociedade é formada por seres inferiores com o coração transbordando inveja e veneno que se acham superiores. Falsos portadores de toda verdade e saber, onde se julgam corretos, um exemplar da perfeição. Eles vêem ao mundo com o propósito de espalhar amarguras ao vento e tristezas no caminho por onde passar, fazendo das suas mentiras uma verdade absoluta.

Ouça não temos defeitos, você é o puro suco do pré conceito por ficar  se achando acima do bem e do mal. Só o todo Poderoso tem o direito de nos julgar.

texto do escritor HÉLIO RICARDO

APRESENTAÇÃO

Sou metalúrgico desempregado graças a epidemia de corrupção que, vem arrancando sono e sonho das pessoas de bem do país. A falta do que fazer, me fez criar algo para distrair a cabeça para não enlouquecer.

Onde todos olhavam e enxergavam o fim, olhei e enxerguei a oportunidade de um novo começo.

Hélio Ricardo é escritor desde 2015, autor do livro OS PENSAMENTOS DE UM ILUSTRE DESCONHECIDO, de crônicas. Em Dezembro lançará seu segundo livro, o romance QUANDO AS FLORES MACHUCAM.

Foto:Beatriz Simbiya Ricco

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Beatriz Simbiya

Beatriz Simbiya Também conhecida como Mama Chakra, Beatriz Simbiya é cidadã do mundo, artista, fotógráfa e terapeuta holística.  Facilita aulas e vivências de yoga, dança e temas de energia sagrada feminina entre outros assuntos do mundo holístico. Atende com sessões de terapias holisticas,reiki e massagem energética relaxante Como fotografa cria retratos da alma, usando a fotografia como uma ferramenta de auto conhecimento.

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