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O ‘computador humano’ da NASA: conheça a mulher que calculou o futuro dos voos espaciais sem máquinas

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Antes dos computadores eletrônicos se tornarem a espinha dorsal da ciência moderna, cálculos aeroespaciais complexos eram feitos à mão, meticulosamente e com extrema precisão. Entre as pessoas que realizaram este trabalho crítico estava Annie Easley, uma matemática que começou a sua carreira na década de 1950 como um “computador humano”. Trabalhando numa época em que a tecnologia e as oportunidades eram limitadas, ela desempenhou um papel essencial na definição das primeiras pesquisas aeroespaciais. À medida que as máquinas substituíram gradualmente a computação guide, Easley adaptou-se e transformou-se numa programadora qualificada, contribuindo para projetos de propulsão e energia que apoiaram as ambições crescentes da NASA.

A jornada para se tornar o ‘computador humano’ da NASA

Annie Easley nasceu em 23 de abril de 1933 em Birmingham, Alabama, durante um período em que as oportunidades para mulheres negras eram severamente restritas. Apesar desses desafios, ela desenvolveu uma base acadêmica sólida e demonstrou desde cedo aptidão para a matemática. Depois de se mudar para Cleveland, Ohio, ela inicialmente se matriculou em um programa de farmácia. Quando esse programa foi interrompido, ela teve que reconsiderar seus planos. Um anúncio de jornal sobre vagas de emprego para matemáticos a levou a se candidatar ao Comitê Consultivo Nacional de Aeronáutica. Esta decisão marcou o início de uma longa e influente carreira na pesquisa aeroespacial.Easley ingressou na NACA em 1955 como um “computador humano”, realizando cálculos matemáticos complexos manualmente. Equipes como a dela trabalharam em aerodinâmica, trajetórias de voo e sistemas de propulsão, produzindo dados nos quais os engenheiros confiaram para testar e melhorar aeronaves e as primeiras tecnologias relacionadas ao espaço.

Annie Easley trabalha no computador UNIVAC 1100/40 no Lewis Research Center da NASA, usado para processamento de dados (25 de fevereiro de 1976).

Annie Easley trabalha no computador UNIVAC 1100/40 no Lewis Analysis Middle da NASA, usado para processamento de dados (25 de fevereiro de 1976).

Transição para a period do computador

O closing dos anos 1950 e 1960 trouxeram uma grande mudança à medida que os computadores eletrônicos começaram a substituir os cálculos manuais. Easley reconheceu a importância de se adaptar a esta mudança. Ela aprendeu linguagens de programação como FORTRAN e tornou-se proficiente nos primeiros sistemas de computação. Quando a NACA fez a transição para a NASA em 1958, ela já estava entrando nesta nova fase de trabalho. Sua transição dos cálculos manuais para a programação permitiu que ela continuasse sendo uma colaboradora ativa durante um período de rápidas mudanças tecnológicas.Easley passou a maior parte de sua carreira no Glenn Analysis Middle da NASA, onde desenvolveu e testou programas de computador para modelar sistemas físicos do mundo actual. Seu trabalho apoiou pesquisas em propulsão, sistemas de energia e desempenho aeroespacial, refletindo a crescente dependência de métodos computacionais em engenharia.

Contribuição para o programa de foguetes Centaur

Uma das contribuições mais notáveis ​​de Easley envolveu o programa de foguetes de estágio superior Centaur. Este sistema utilizava hidrogênio líquido e oxigênio líquido, tornando-o uma das tecnologias de propulsão mais eficientes de sua época. Easley trabalhou em programas que analisavam o desempenho da propulsão e a eficiência energética, apoiando cálculos utilizados no planejamento de lançamentos de satélites e missões no espaço profundo.Ela também contribuiu para pesquisas sobre conversão e eficiência energética, incluindo trabalhos relacionados a sistemas de baterias e uso de energia de longa duração. Esses esforços apoiaram objetivos mais amplos de melhoria da confiabilidade e do desempenho dos sistemas aeroespaciais.

Annie Easley recebe um Prêmio de Realização Especial de Henry Barnett e Gene Manganiello durante uma cerimônia em 30 de junho de 1970.

Annie Easley recebe um Prêmio de Realização Especial de Henry Barnett e Gene Manganiello durante uma cerimônia em 30 de junho de 1970.

Superando barreiras e defendendo a inclusão

A carreira de Easley se desenrolou durante uma época de discriminação racial e de gênero generalizada. Como mulher negra na área técnica, ela enfrentou desafios sistêmicos, mas construiu uma carreira respeitada e contribuiu para pesquisas críticas. Ela apoiou iniciativas de igualdade de emprego e incentivou as gerações mais jovens a seguir carreiras em ciência e engenharia.Easley trabalhou por 34 anos antes de se aposentar em 1989. Ao longo de sua carreira, ela testemunhou a transição dos cálculos manuais para a computação avançada e contribuiu para projetos que avançaram tanto na aeronáutica quanto na exploração espacial.Hoje, Annie Easley é reconhecida como uma figura importante na história da computação e da indústria aeroespacial. A sua história destaca a importância da adaptabilidade e chama a atenção para as contribuições das mulheres e dos grupos sub-representados nas STEM.

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