O Grand Canyon é visto há muito tempo como uma das paisagens naturais mais impressionantes da Terra, mas as suas origens permanecem surpreendentemente incertas. Os cientistas concordam amplamente que o Rio Colorado desempenhou um papel central na escavação do canyon há milhões de anos, conforme relatado pelo USGS. Mesmo assim, a sequência exacta dos acontecimentos nunca foi totalmente definida. Um novo estudo revisita agora uma ideia mais antiga, sugerindo que um antigo transbordamento de um lago pode ter desencadeado o caminho do rio pela região. O argumento baseia-se em evidências geológicas microscópicas, oferecendo um novo ângulo sobre um debate que se estende por décadas. Não resolve tudo, mas acrescenta peso a uma teoria que outrora tinha sido largamente posta de lado.
Teoria da formação do Grand Canyon ligado ao antigo transbordamento do lago
De acordo com o estudo publicado no Journal Science, intitulado, A chegada do Rio Colorado no final do Mioceno na bacia de Bidahochi apoia a origem do Grand Canyon‘, concentra-se em um lago pré-histórico que já ocupou a bacia de Bidahochi, no norte do Arizona. Os pesquisadores sugerem que esta bacia foi gradualmente preenchida com água ao longo do tempo, possivelmente alimentada pelos primeiros fluxos conectados ao sistema do Rio Colorado. Em algum momento, o lago parece ter atingido um ponto crítico.A água provavelmente transbordou de seu limite pure, cruzando terrenos elevados como o Arco Kaibab. Esse transbordamento pode ter forçado a água a abrir um novo caminho pela paisagem, estabelecendo as bases para o que mais tarde se tornaria o Grand Canyon. O processo pode não ter sido totalmente repentino, embora possa ter envolvido períodos de rápida erosão. Especialistas dizem que esse tipo de repercussão é uma forma plausível de um grande sistema fluvial estabelecer um novo curso.
Novas pistas fortalecem Formação do Grand Canyon teoria
A evidência mais convincente vem de cristais de zircão encontrados em amostras de arenito. Esses cristais se formam em ambientes vulcânicos e podem preservar sua composição química por longos períodos de tempo. Os pesquisadores analisaram zircões do Grand Canyon e da bacia de Bidahochi. As assinaturas químicas correspondiam às associadas aos sedimentos transportados pelo Rio Colorado. Isto sugere que o materials transportado pelo rio atingiu a bacia, indicando uma ligação entre as duas regiões muito antes de o cânion estar totalmente formado.Os cientistas usaram técnicas baseadas em laser para examinar a composição interna dos cristais. Isso permitiu rastrear a origem dos sedimentos com considerável precisão. As descobertas parecem apoiar a ideia de que o rio já fluiu para a bacia antes de continuar o seu curso.
As formações rochosas sugerem o processo de formação do Grand Canyon
Além da análise microscópica, existem propriedades físicas das rochas consideradas no estudo. Em explicit, algumas camadas da rocha possuem marcas onduladas. Eles são formados pelo fluxo de água na presença de um corpo estacionário, como um lago. A presença de marcas onduladas implica que a água corrente já se juntou ao lago.
O debate continua em torno da teoria da formação do Grand Canyon
No entanto, existem alguns geólogos que não aceitam totalmente a teoria do vertedouro devido a diversas incertezas. A primeira incerteza diz respeito a quando e em que escala ocorreu a suposta repercussão. Além disso, tem havido preocupações sobre a possível existência de um caminho pure para a água naquela área. Caso existam cânions ou caminhos anteriores, o comportamento do lago e do rio pode ter sido bem diferente daqueles apresentados nos resultados. Outra preocupação reside no nível que o lago deve atingir para que ocorra o transbordamento.













