Iniciativa Público-privada funciona e Paraty comemora qualidade de sua água

Em 2020, a concessionária Águas de Paraty vai investir mais de 2 milhões de reais em infraestrutura, equipamentos e combate a perdas.

 Em meio à crise na qualidade da água no Rio de Janeiro, que já atinge 71 bairros e 6 cidades da baixada, Paraty, cidade do Sul Fluminense, comemora o abastecimento pleno e de qualidade, inclusive na alta temporada. Mesmo com o aumento do número de pessoas consumindo água na cidade e com as fortes chuvas de verão, Águas de Paraty está abastecendo, sem intercorrência, 100% da área da concessão, com água tratada, monitorada, potável e com a qualidade de acordo com o padrão preconizado pela Organização Mundial de Saúde.  A concessionária vem atendendo a todos, sem que fosse necessário, inclusive, o uso do caminhão-pipa, tão comum em cidades turísticas neste período do ano.

“Segundo a Secretaria de Turismo de Paraty,
o município chega a receber 70 mil visitantes
na virada do ano, isto é, quase duas vezes a população local,
representando aproximadamente 98% de ocupação
dos leitos disponíveis”
.

“Isso é fruto de cinco anos de investimentos em infraestrutura, aquisição de equipamentos modernos, construção de duas Estações de Tratamento de Água (ETA), mais de 30 km de adutoras e redes de abastecimento de água, padronização das ligações de água, equipe técnica e operacional capacitada, sistemas de gestão modernos e responsabilidade ambiental”, explica Alberto Costa, gerente geral da concessionária Águas de Paraty.

Alberto ainda acrescenta que para o ano de 2020, a concessionária vai investir mais de R$ 2 milhões na construção de novas redes, reservatórios, sistemas específicos de bombeamento de água (boosters), estudo de modelagem hidráulica, redução de perdas, entre outras iniciativas.

“Estas ações trarão ainda mais segurança ao sistema de abastecimento de água da cidade, colaborando para a manutenção da qualidade da água distribuída, oferecendo mais saúde e qualidade de vida para a população”, finaliza o gerente geral.

Segundo a Técnica de Operações, Raquel Freitas, para garantir a qualidade da água distribuída, são realizados aproximadamente 17 mil testes por mês no sistema de abastecimento, que é composto por duas Estações de Tratamento (ETA´s), um reservatório com capacidade para 1 milhão de litros, adutoras e redes de abastecimento. “A cada 1 hora monitoramos a qualidade de cada etapa da água, isto é: bruta, coagulada, decantada, tratada e filtrada”, ratifica Raquel.

Perto de completar 353 anos de sua fundação, o que faz de Paraty uma das cidades mais antigas do Brasil – além de ser também uma das mais visitadas por turistas das mais diversas partes do mundo – somente há cinco anos o município conta com água tratada, distribuída com regularidade e, principalmente, de qualidade. Além do problema de abastecimento, a falta de tratamento da água era um problema recorrente que levava tanto os moradores como os visitantes a dar entrada no hospital local com quadros de doenças de veiculação hídrica.

Segundo o Dr. Fernando Loro, clínico do Hospital Municipal Hugo Miranda, e ex-Secretário de Saúde de Paraty durantes os anos de 2013 e 2014, no qual exerceu a função antes da Parceria Público Privada, é inquestionável o benefício das ETAs (Estações de Tratamento de Água) no que tange a prevenção de doenças.

“Em 1991, eu registrei o primeiro índice sobre doenças de veiculação hídrica que marcava um preocupante número de 56 casos por 1000 habitantes. Com o tratamento da água, esses números despencaram chegando a quase zero em 2019. Além de ser um problema de saúde pública, esses casos oneravam o sistema, comprometendo significativamente o atendimento do hospital”, explica o médico.

PASSADO. Cidade sofria com recorrentes faltas d´água e com doenças de veiculação hídrica, além do impacto negativo na economia do comercio local devido a evasão de visitantes.

Para o paratiense Charles Abel de Oliveira, de 70 anos, dos quais 29 está como proprietário da Pousada Valha Couto, localizada no Centro da cidade, os problemas foram muitos.

“Sofríamos com a falta d’água. Era prejuízo atrás de prejuízo. Gastávamos muito dinheiro com caminhões-pipa, quando conseguíamos um. Comprei cinco caixas d’água para armazenamento. Fiz poço artesiano de 35 metros de profundidade que só durou quatro meses pois a água passou a vir amarelada. Comprometíamos nosso atendimento pois a recepção tinha que correr para lá e para cá para tentar resolver o problema. E os hóspedes reclamavam, e muito”, detalha Charles, ressaltando satisfeito que hoje o problema foi resolvido, o que acarretou na doação das caixas d’água que usava nos períodos difíceis.

 

Por Rogério Bansi

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Zé do Povo

Arredio, inquieto, mas um defensor árduo da justiça, Zé do Povo é o que o nome diz. Um cara do povo, que prefere não se expor, mas quer expor todos os problemas da cidade.

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