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Como o apoio de Kilmer ajudou Downey em sua jornada para a sobriedade

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Em Hollywood, você ouve muito sobre retornos, geralmente com algum toque brilhante para a temporada de premiações. Os verdadeiros pontos de viragem, porém, tendem a acontecer fora da vista. Eles acontecem nos sets, entre as tomadas, em momentos que nunca chegam aos tablóides.Uma história como essa pertence a Val Kilmer e Robert Downey Jr. Ela continua surgindo, especialmente quando as pessoas falam sobre segundas chances ou o que realmente significa ser um amigo quando alguém está deprimido.No início dos anos 2000, antes do Oscar, mesmo antes da Marvel, Robert Downey Jr. A indústria quase desistiu dele. As drogas e os colapsos públicos destruíram a sua credibilidade. A maioria das pessoas não queria nada com ele, mas Val Kilmer não era a maioria das pessoas.Então, o que exatamente aconteceu?Vamos dar uma olhada.

O sacrifício de Val Kilmer para ajudar Robert Downey Jr.: O que aconteceu?

Segundo o Fandom Wire, a história é assim: estamos em 2005 e eles estão filmando ‘Kiss Kiss Bang Bang’. Kilmer, que nunca recebeu todo o crédito como ator, mesmo com todos os seus papéis icônicos, tinha a reputação de ser “difícil”. Mas neste set, ele silenciosamente se tornou outra coisa: uma tábua de salvação.Downey estava lutando para voltar, e a sobriedade ainda era uma batalha diária. Kilmer sabia disso, então fez algo simples e poderoso: parou de beber durante as filmagens. Parece fácil, mas no set de um filme, especialmente naquela época, o álcool era apenas parte da rotina. Para Kilmer desistir, só para que Downey não se sentisse tentado, disse tudo sobre quem ele era nos bastidores.O resultado? Downey tinha uma coisa a menos com que se preocupar. Esses tipos de gestos são fáceis de ignorar, mas para alguém que está segurando a recuperação pelas unhas, isso pode significar tudo. A decisão de Kilmer não foi divulgada no Entertainment Tonight, mas provavelmente fez mais por Downey do que qualquer manchete jamais poderia.Além disso, durante as filmagens, a camaradagem entre Downey e Kilmer era óbvia. Eles trouxeram a mesma energia selvagem para improvisar versos e apoiar um ao outro: “Ele é o maldito Val Kilmer”, disse Downey uma vez, rindo de sua química e dizendo: “As coisas que ele inventou na hora foram ótimas. Como quando ele deveria me dizer para apagar meu cigarro, e eu pergunto a ele onde, e ele apenas diz: ‘Jogue naquele monte de arbustos secos, seu idiota.’‘“Eles mexeram tanto no roteiro que isso deixou o diretor Shane Black louco. Mas por trás de todas as piadas havia confiança e respeito.Kilmer até brincou sobre como ele se divertiu interpretando Downey, agindo um pouco idiota de propósito; suas idas e vindas fizeram todo o filme estourar, dizendo: “Ter Robert interpretando um cara idiota foi muito divertido, porque ele é realmente muito inteligente, mas porque está agindo como um idiota, ele não pode responder nada para mim”.Mas o que importava era o que não víamos na tela. Kilmer não estava apenas fazendo cenas; ele estava ajudando a construir um espaço seguro, garantindo que o cenário fosse estável para um cara cuja vida era tudo menos isso.

A batalha de Robert Downey Jr. contra o vício e sua superação

Para realmente entender o quanto esse apoio era importante, é preciso observar o quão profunda foi a luta de Downey. Segundo a People, os obstáculos de Downey Jr. não foram uma fase de “bad boy” de Hollywood. Ele conviveu com drogas desde criança, literalmente aos seis anos de idade. Nos anos 90, mesmo depois de impressionar os críticos em coisas como ‘Chaplin’, ele continuou sendo preso, continuou passando pela reabilitação, continuou desperdiçando suas chances.De 1996 a 2001, parecia que toda vez que o nome de Downey chegava ao noticiário, era por causa de outra prisão ou falha no teste de drogas. Ele até foi para a prisão. As portas de Hollywood se fecharam e ele perdeu quase tudo: empregos, confiança e talvez até esperança por um tempo.A recuperação de Robert não veio de um momento luminoso. Foi passo a passo, reabilitação após reabilitação, avançando lentamente em direção a algo parecido com estabilidade. Em 2003, ele começou a conseguir trabalho novamente, inicialmente apenas coisas menores. Downey teve que merecer cada centímetro desse retorno.Então veio ‘Kiss Kiss Bang Bang’. Não explodiu nas bilheterias, mas foi o suficiente. As pessoas começaram a notar e, mais importante, Downey passou pelas filmagens com sua sobriedade intacta, em parte graças ao apoio silencioso de Kilmer.A partir daí, as coisas começaram a andar. O Homem de Ferro de 2008 não apenas reiniciou a carreira de Downey; abriu todo o universo Marvel. Sua opinião sobre Tony Stark: um cara brilhante e imperfeito em busca da redenção, que honestamente se parecia muito com sua própria vida. Os fãs adoraram, a indústria adorou e de repente Downey se tornou uma das maiores estrelas do planeta.Mas Downey Jr. não parou por aí. Ele continuou evoluindo, aparecendo em ‘Sherlock Holmes’, ‘Os Vingadores’ e, mais recentemente, em ‘Oppenheimer’, papéis que lhe permitiram mostrar alcance e profundidade, não apenas carisma. Essa última atuação finalmente lhe rendeu o Oscar, selando um retorno que parecia merecido, não fabricado.

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