Os Emirados Árabes Unidos anunciaram na terça-feira que estão deixando o cartel petrolífero da OPEP após mais de 50 anos de adesão.
Os Emirados Árabes Unidos disseram que a sua decisão de sair da OPEP seguiu uma “extensa revisão” da sua política de produção e capacidade futura. A declaração também citou “flutuações geopolíticas” que afectam o abastecimento de petróleo a curto prazo, uma referência ao Guerra do Irã. O conflito fez com que os preços do petróleo subissem, uma vez que o Estreito de Ormuz, através do qual cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo normalmente flui diariamente, permanece bloqueado.
Tem havido especulação sobre se os EAU continuariam a participar na OPEP, dado o desejo do país de aumentar a produção de petróleo, de acordo com a Capital Economics.
“O quadro geral é que os Emirados Árabes Unidos estão ansiosos para bombear mais petróleo; em última análise, sentem que estar fora das suas ‘obrigações’ da OPEP+ lhes dará mais ‘flexibilidade'”, disseram analistas da empresa de consultoria de investimentos num relatório na terça-feira. “O desejo dos EAU de bombear mais petróleo foi aplacado até agora por uma combinação do resto da OPEP fechando os olhos à sua superprodução e também aumentando os seus níveis de quotas.”
Os Emirados Árabes Unidos aderiram à OPEP pela primeira vez em 1967, através do Emirado de Abu Dhabi, e continuaram após a criação dos Emirados Árabes Unidos em 1971.
—Esta é uma história em desenvolvimento e será atualizada.













