Se as pessoas nas redes sociais não pudessem se esconder atrás de perfis anônimos, isso eliminaria a toxicidade on-line? Essa é a ideia por trás de uma proposta na Grécia.
De acordo com Euractivum web site da UE centrado na política e no governo europeu, o ministro da governação digital da Grécia, Dimitris Papastergiou, está a promover a ideia de que as redes sociais devem ser regulamentadas para que todas as contas tenham identidades verificadas.
“Existem muitas maneiras técnicas de conseguir isso”, disse ele à Euractiv no Fórum Econômico Delphi. “O maior problema por trás do anonimato é a toxicidade – qualquer pessoa, especialmente nas redes sociais, pode difamar um indivíduo e cometer assassinato de caráter sem enfrentar quaisquer consequências”.
Um representante do Ministério de Governança Digital da Grécia não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
O governo grego, liderado pelo primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis, afirmou que o discurso on-line no país está frequentemente repleto de assédio, desinformação e discurso de ódio. Ao garantir que as pessoas ligam as suas identidades reais às contas que utilizam on-line, as autoridades esperam promover uma maior responsabilização e um discurso menos tóxico.
A Grécia está a mudar-se para proibir redes sociais para crianças menores de 15 anos a partir do início do próximo ano, citando problemas de sono e ansiedade como alguns dos problemas causados pelo vício em plataformas on-line.
Austrália já tem essa restrição em vigore até agora, os relatórios indicam que os jovens banidos das redes sociais foram encontrando maneiras de contornar isso.










