Arqueólogos identificaram um artefato romano raro de 2.000 anos, conhecido como ‘Taça Berlanga’, descoberto no solo do sítio La Cerrada de Arroyo em Soria, Espanha. Esta taça é feita de bronze e é um exemplo muito raro dos vasos conhecidos como vasos da ‘Série Muralha de Adriano’, e normalmente vêm com esmalte decorativo e inscrições que identificam as legiões romanas e as fortificações militares construídas por essas legiões.A maioria dos exemplos conhecidos de embarcações da ‘Série da Muralha de Adriano’ são feitos na área que contém a porção ocidental da Muralha de Adriano, enquanto este exemplo é apontado como sendo o único exemplo de uma bota da ‘Série da Muralha de Adriano’ que documenta a porção oriental da Muralha de Adriano, especificamente os fortes localizados na parte ocidental, como Benwell e Halton Chesters. Os estudiosos estão sugerindo que esta taça pode ter sido dada como um presente pessoal a um soldado, e pode ter sido dada a esse soldado em memória de seu serviço à Cohors I Celtiberorum quando ele voltou para casa na Espanha romana.
A Taça Berlanga: Novas evidências da Muralha de Adriano encontradas em Espanha
A descoberta da Taça Berlanga (agora identificada na revista Britannia) proporcionou uma oportunidade única para compreender como as lembranças militares eram distribuídas por todo o Império Romano. De acordo com um jornal publicado em Cambridge, a xícara é a maior das panelas conhecidas da Muralha de Adriano, medindo aproximadamente 114 milímetros de diâmetro e 81 milímetros de altura. A parte externa da xícara contém desenhos decorativos elaborados, incluindo frisos horizontais com esmalte colorido (ou seja, vermelho, verde, turquesa, marinho) e uma inscrição ao longo da borda superior, que nomeia quatro fortes diferentes localizados no lado leste da Muralha de Adriano: Cilurnum (Chesters), Onno (Halton Chesters), Vindobala (Rudchester) e Condercum (Benwell).
Como a taça chegou à Espanha
Conforme observado em um jornal publicado em Cambridge, a taça foi encontrada no sítio romano de ‘La Cerrada de Arroyo’ em Berlanga de Duero e atualmente está localizada no Museu Numantino de Soria. Os pesquisadores utilizaram radar de penetração no solo (GPR), juntamente com levantamentos arqueológicos detalhados de objetos, para contextualizar a xícara com sua localização geográfica. A descoberta da taça em Espanha, uma zona muito afastada da fronteira romana, corrobora a hipótese anteriormente sugerida de que este tipo de artefactos servia de lembrança aos soldados romanos. Os estudiosos concluíram que a taça provavelmente foi feita ou comprada por um veterano que queria comemorar seu serviço militar enquanto estava estacionado na Grã-Bretanha antes de retornar para casa, na Celtibéria Romana.
Revelando os segredos da xícara através da ciência moderna
Para além da sua narrativa histórica, a Taça Berlanga foi alvo de rigorosa investigação científica para confirmar a sua autenticidade e origem. Os pesquisadores utilizaram espectrometria portátil de fluorescência de raios X (pXRF) para realizar uma caracterização arqueométrica da liga metálica. A análise revelou uma composição de steel com chumbo – um materials comum na metalurgia romana do século II dC – contendo oligoelementos de prata e antimônio que se alinham com grupos de metais frequentemente encontrados na Grã-Bretanha romana. Além disso, os especialistas utilizaram técnicas avançadas de virtualização 3D para criar um “gémeo digital” do navio. Esta reconstrução permitiu aos estudiosos montar virtualmente as peças fraturadas, facilitando medições precisas de suas dimensões e uma leitura clara das inscrições que haviam sido obscurecidas pela deformação.








