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Presidente da Reserva Federal Jerônimo Powell deve dar o que deverá ser sua última entrevista coletiva como chefe do Fed na quarta-feira.
O fim da sua presidência no próximo mês, no entanto, poderá não marcar a sua saída do banco central mais poderoso do mundo – e as circunstâncias estão a preparar o cenário para um deadlock entre Powell e o Presidente Donald Trump.
Se Powell se afastar, isso abriria uma vaga para Trump ocupar, dando-lhe outra oportunidade de moldar a liderança do Fed. Se permanecer, manterá influência sobre a política monetária dos EUA, intensificando as tensões com o presidente.
TRUMP VS RESERVA FEDERAL: COMO O CONFLITO ATINGIU TERRITÓRIO DESCONHECIDO
O presidente Donald Trump fala com o presidente do Fed, Jerome Powell, durante uma visita ao canteiro de obras do Federal Reserve em Washington, DC, em 24 de julho de 2025. (Daniel Torok/Foto oficial da Casa Branca)
O que começou como um desacordo sobre as taxas de juro transformou-se num confronto mais amplo entre Powell e Trump, marcando um dos períodos mais tensos dos seus oito anos como presidente da Fed.
Trump intensificou a sua campanha de pressão nos últimos meses, criticando publicamente as decisões da Fed sobre as taxas de juro de referência e, por vezes, recorrendo a ataques pessoais.
O mandato de Powell no banco central remonta a 2017, quando foi escolhido por Trump para suceder Janet Yellen. Ele foi reconduzido para um segundo mandato de quatro anos pelo presidente Joe Biden em 2022, que expira em 15 de maio. No entanto, seu mandato subjacente como governador do Fed é mais longo, permitindo-lhe permanecer no banco central até 2028.
Em março, Powell disse aos repórteres que não havia decidido quais seriam seus próximos passos e se recusou a dizer se permaneceria no conselho do Fed após o término de seu mandato como presidente.
A decisão de Powell poderá agora ter implicações importantes para os mercados e as políticas – e inflamar ainda mais essas tensões.
UMA REUNIÃO POUCO CONHECIDA AJUDA A DECIDIR O QUE OS AMERICANOS PODEM PAGAR – E O QUE NÃO PODEM

O presidente Donald Trump escolheu Jerome Powell para liderar o Federal Reserve em 2017. (Al Drago/Bloomberg/Getty Pictures)
As atenções agora estão voltadas para quem liderará o próximo Fed. E, ao mesmo tempo, espera-se que o Supremo Tribunal opine sobre um caso que envolve a governadora do Fed, Lisa Prepare dinner, o que poderá testar os limites do poder presidencial sobre o banco central.
Trump selecionou milionário Kevin Warsh como potencial sucessor de Powell.
O controverso processo de confirmação foi adiado por uma investigação do Departamento de Justiça sobre o depoimento de Powell no Congresso relacionado às reformas da sede do Fed em Washington, DC, que alguns legisladores disseram que precisavam ser resolvidas antes de prosseguir.
O senador Thom Tillis, RN.C., chamou a investigação do DOJ de “falsa” e prometeu bloquear a nomeação de Warsh até que ela fosse retirada – mesmo que ele não se opusesse à qualidade da escolha de Trump.
A ÚNICA LINHA NO TESTEMUNHO DE WARSH SINALIZANDO UMA RUPTURA DO STATUS QUO DO FED

Kevin Warsh é ex-banqueiro do Morgan Stanley e se tornou o membro mais jovem do Conselho de Governadores do Fed em 2006. (Andrew Harnik/Imagens Getty)
Com a investigação agora encerrada, espera-se que um painel do Senado aceite a nomeação de Warsh, colocando o ex-banqueiro do Morgan Stanley no caminho certo para uma votação plena no Senado.
Assim como Powell, Warsh não é economista por formação, mas sim com formação em direito e finanças. Anteriormente, ele atuou no Conselho de Governadores do Fed, tornando-se o membro mais jovem de sua história, aos 35 anos.
O seu retorno potencial ocorre num momento crítico para o banco central.
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A questão da liderança na Fed surge num momento em que os decisores políticos ponderam a inflação persistente, o impacto económico da guerra no Irão e uma perspectiva international frágil antes das eleições intercalares nos EUA.










