O rei Carlos III apelou na terça-feira aos Estados Unidos e à Grã-Bretanha para renovarem a sua aliança transatlântica de longa knowledge, num discurso num jantar de Estado na Casa Branca organizado pelo presidente Donald Trump, no meio de tensões sobre o Irão e a Ucrânia.Falando ao lado de Trump pela primeira vez durante a sua visita de estado de quatro dias, Charles evitou qualquer menção direta à desavença entre o líder dos EUA e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.Mas, tal como no seu raro discurso ao Congresso no início do dia, o monarca britânico destacou uma parceria na qual Londres e Washington “mantiveram-se unidos nos melhores e nos piores momentos”.“Esta noite, estamos aqui para renovar uma aliança indispensável que há muito tem sido uma pedra angular da prosperidade e da segurança tanto para os cidadãos britânicos como para os americanos”, disse Charles.O menu do luxuoso jantar incluiu um veloute de vegetais de jardim, ravioli com ervas de primavera e meunière de linguado Dover, seguido por um Cremeux de Mel e Feijão de Baunilha da Casa Branca. Os convidados incluíram o chefe da Apple, Tim Cook dinner, Jeff Bezos, da Amazon, Jensen Huang, da Nvidia, e o jogador de golfe duas vezes vencedor do Masters, Rory McIlroy, que nasceu na Irlanda do Norte.Anteriormente no Congresso, Charles instou os Estados Unidos na terça-feira a permanecerem firmes com seus aliados ocidentais em um discurso calorosamente recebido.Quando a realeza chegou para jantar, Trump também elogiou o “grande discurso” e disse estar “muito ciumento” – apesar de Charles ter abordado assuntos delicados, desde as alterações climáticas e a necessidade de restrições ao poder presidencial até à importância da NATO e da defesa da Ucrânia.Dirigindo-se aos legisladores durante as celebrações dos 250 anos da independência americana, Charles sublinhou que period necessária uma “determinação inabalável” para garantir uma “paz justa e duradoura” na Ucrânia, que tem lutado contra uma invasão em grande escala pela Rússia desde 2022.Anteriormente, Trump saudou a Grã-Bretanha como o aliado mais próximo dos Estados Unidos ao dar as boas-vindas a Charles e à rainha Camilla na Casa Branca em uma visita de estado de quatro dias.‘Não há amigos mais próximos’ Falando após uma recepção pomposa no South Garden com uma saudação de 21 tiros, Trump adotou um tom marcadamente mais caloroso do que nas críticas recentes a Starmer.“Nos séculos desde que conquistamos a nossa independência, os americanos não tiveram amigos mais próximos do que os britânicos”, disse Trump, elogiando a “relação especial” e a parceria militar dos dois países.Canhões soaram enquanto uma banda militar tocava os hinos nacionais britânicos e norte-americanos, antes de Charles apertar a mão de altos funcionários do governo Trump e inspecionar as tropas no gramado com o presidente. Depois disso, quatro jatos norte-americanos sobrevoaram a Casa Branca em uma passagem barulhenta enquanto Trump, Charles, Camilla e a primeira-dama Melania Trump observavam.A visita ocorre num momento delicado, com Trump a criticar a Grã-Bretanha pela sua posição em relação ao Irão e outras políticas.Apesar das tensões, o presidente dos EUA adotou um tom jovial, brincando sobre sua mãe, nascida na Escócia, ter “uma queda por Charles” antes das negociações no Salão Oval.“Ele é uma pessoa fantástica. São pessoas incríveis e é uma verdadeira honra”, disse Trump aos repórteres após a reunião, que ocorreu a portas fechadas.‘Cheques e contrapesos’O discurso do rei ao Congresso – o primeiro de um monarca britânico desde a rainha Elizabeth II em 1991 – foi o ponto central da visita.Charles destacou as tradições democráticas partilhadas, descrevendo o Congresso como uma “cidadela da democracia” e sublinhando as raízes jurídicas comuns das duas nações.Ele observou que a Carta Magna foi citada em mais de 160 casos no Supremo Tribunal dos EUA, destacando – sob aplausos extasiados dos democratas da oposição – o princípio de que o poder executivo está sujeito a pesos e contrapesos.O monarca também enfatizou os profundos laços económicos e de defesa, dizendo que a cooperação em segurança, tecnologia e comércio continua a ser basic para a aliança.“Nossos laços de defesa, inteligência e segurança estão interligados”, disse ele.A segurança foi reforçada durante a visita, após uma suposta tentativa de assassinato contra Trump em um fim de semana de gala da mídia em Washington.“Tais atos de violência nunca terão sucesso”, disse Charles.O casal actual participará de um jantar de Estado ainda nesta terça-feira, encerrando uma visita que misturou cerimônia com diplomacia sensível.












