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Cientistas revelam como a Grande Pirâmide do Egito foi construída movendo 2,3 milhões de pedras sem máquinas modernas

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Mais de 4.500 anos depois de ter sido construída, a Grande Pirâmide de Gizé continua a confundir os cientistas. Construído durante o reinado de Khufu, o monumento é composto por cerca de 2,3 milhões de blocos de pedra, alguns pesando várias toneladas, todos montados com notável precisão. Durante décadas, os especialistas debateram como os trabalhadores antigos conseguiram isso sem guindastes, aço ou ferramentas modernas. Agora, um novo estudo liderado por Vicente Luis Rosell Roig, publicado na revista Naturezaoferece uma explicação convincente que combina lógica de engenharia com evidências arqueológicas, apontando para um método de construção oculto embutido na própria pirâmide.

Como os antigos egípcios moveram pedras enormes para construir a Grande Pirâmide

No centro da pesquisa está um conceito conhecido como sistema Built-in Edge-Ramp (IER). Em vez de construir rampas enormes fora da pirâmide, o que exigiria enormes quantidades de materials e espaço, o estudo sugere que a rampa foi construída na própria estrutura.Os trabalhadores provavelmente deixaram lacunas intencionais ao longo das camadas externas da pirâmide. Essas lacunas formavam um caminho em espiral que permitia aos trabalhadores mover as pedras para cima à medida que a construção avançava. Concluído um trecho, as lacunas foram preenchidas, não deixando nenhum vestígio visível da rampa na estrutura closing.Como Roig explica no estudo, o objetivo period testar se tal sistema poderia “alcançar a taxa de construção documentada dentro das restrições materiais e tecnológicas do Reino Antigo”. Em termos simples, o modelo pergunta se os antigos egípcios poderiam realisticamente ter construído a pirâmide desta forma, usando as ferramentas que realmente possuíam.A escala do desafio é impressionante. Cada bloco teve que ser extraído, transportado, levantado e colocado com precisão. O novo modelo sugere que os trabalhadores utilizassem trenós, mão de obra e logística cuidadosamente coordenada, movendo pedras ao longo do sistema de rampa interna.Em vez de levantar blocos verticalmente de uma só vez, o que teria sido quase impossível, o caminho em espiral permitiu a elevação gradual. Isso reduziu a tensão, distribuiu o peso com mais eficiência e manteve a estrutura estável durante a construção.De acordo com a simulação, os blocos poderiam ter sido posicionados a cada quatro ou seis minutos durante o pico de construção. Quando dimensionada para todo o projecto, esta taxa torna a conclusão da pirâmide dentro de algumas décadas muito mais plausível do que se pensava anteriormente.

Um modelo 3D mostrando uma rampa espiral oculta usada para mover pedras para cima na pirâmide.

Um modelo 3D mostrando uma rampa espiral oculta usada para mover pedras para cima na pirâmide.

Por que as teorias anteriores tiveram dificuldades

Durante anos, a explicação dominante envolveu grandes rampas externas. No entanto, essas teorias enfrentaram sérios problemas. Uma rampa reta longa o suficiente para alcançar o topo da pirâmide teria sido enorme, exigindo potencialmente mais materials do que a própria pirâmide.Outras propostas sugeriam rampas internas, mas muitas vezes não explicavam como os trabalhadores conseguiam fazer curvas fechadas ou atingiam níveis mais elevados de forma eficiente.O modelo de Roig se destaca porque aborda múltiplas restrições ao mesmo tempo. É responsável por espaço limitado, uso gerenciável de materiais, estabilidade estrutural e velocidade de construção realista. Também se alinha com o que se sabe sobre as ferramentas e técnicas egípcias antigas.Os arqueólogos há muito enfatizam a engenhosidade dos construtores antigos. Como observou o egiptólogo Mark Lehner em pesquisas anteriores: “As pirâmides não foram construídas por escravos ou por mistério, mas por trabalhadores qualificados, utilizando uma organização inteligente e ferramentas simples”.

Pistas escondidas na própria pirâmide

Um dos aspectos mais intrigantes da teoria é como ela explica características físicas que intrigam os pesquisadores há anos. Certas lacunas, irregularidades e padrões de desgaste dentro da pirâmide podem não ser falhas, mas sim resquícios do processo de construção.O estudo sugere que áreas que apresentam sinais de uso intenso podem ter sido caminhos para movimentação de materiais, enquanto inconsistências na colocação de pedras podem refletir seções que foram posteriormente preenchidas após servirem como rampas.Esses detalhes fornecem suporte indireto para a ideia de que o método de construção da pirâmide foi intencionalmente ocultado como parte de seu projeto closing.

Poderia realmente ter sido construído tão rápido?

A linha do tempo sempre foi um ponto importante de debate. Estimativas históricas sugerem que a pirâmide foi concluída em cerca de 20 a 30 anos. Os críticos muitas vezes questionaram se um projeto tão grande poderia ser concluído tão rapidamente.No entanto, o novo modelo suporta este prazo. Ao combinar o acesso contínuo à rampa com uma organização laboral eficiente, o estudo mostra que o ritmo de construção poderia, de forma realista, corresponder aos recordes históricos.Quando se incluem a exploração de pedreiras, o transporte e a logística da mão-de-obra, o cronograma ainda se enquadra no intervalo aceite, fortalecendo a credibilidade da teoria.

O que os cientistas ainda não concordam

Apesar de seus pontos fortes, a teoria Built-in Edge-Ramp não é universalmente aceita. A arqueologia raramente fornece respostas definitivas e muitas das evidências permanecem indiretas.Alguns pesquisadores apontam que nenhuma rampa interna totalmente preservada foi observada diretamente. Outros argumentam que vários métodos podem ter sido usados ​​durante diferentes fases de construção.Tal como acontece com muitos mistérios antigos, a verdade pode estar numa combinação de técnicas e não numa única solução.

Uma conquista humana, não um mistério

Em última análise, o que esta investigação reforça é que os construtores da Grande Pirâmide de Gizé não confiaram em tecnologia perdida ou em ajuda sobrenatural. Em vez disso, usaram engenhosidade, planejamento e um conhecimento avançado de materiais e mão de obra.A ideia de que a rampa foi construída na própria pirâmide reformula todo o processo de construção. Sugere que o que parece ser um monumento perfeito e contínuo é, na verdade, o resultado de um sistema cuidadosamente escondido que tornou possível o impossível.Ainda hoje, a pirâmide serve como um lembrete de que a engenharia antiga period muito mais sofisticada do que muitas vezes supomos.

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