No comunicado, o Ministério enfatizou que a mistura do etanol é realizada após rigorosos testes e avaliação de especificações. Imagem de arquivo representacional. | Crédito da foto: Getty Photos
Alegações sobre gasolina misturada com etanol absorvendo água no tanque de combustível e caldo de cana sendo diretamente misturado com gasolina são “enganosas” e “infundadas”, disse o Ministério do Petróleo da União em comunicado divulgado na noite de terça-feira (23 de junho de 2026).
“Também foi observado que imagens e vídeos antigos estão sendo recirculados em uma aparente tentativa de angariar audiência por meio do sensacionalismo e criar preocupações injustificadas em relação ao combustível misturado com etanol”, dizia o comunicado.
Respondendo às alegações nas redes sociais sobre o etanol desencadear a sua natureza higroscópica, ou seja, reter água e humidade, o ministério enfatizou que os veículos modernos têm salvaguardas para evitar tal ocorrência.
“Os veículos modernos estão equipados com características de design e salvaguardas para evitar a entrada de água nos tanques de combustível”, afirmou.
Além disso, considerou as afirmações sobre a mistura direta do caldo de cana com a gasolina como parte do programa de mistura como “enganosas e infundadas”.
“O etanol usado para mistura de combustível é produzido através de processos industriais estabelecidos e atende a rigorosas especificações de qualidade antes de ser misturado à gasolina”, afirmou.
Além disso, apontando para o facto de o etanol ser produzido a partir de uma variedade de outras matérias-primas, como melaço, trincas de arroz e milho, procurou esclarecer: “As propriedades do etanol são muito diferentes das matérias-primas de entrada, uma vez que passou por uma série de processos, incluindo fermentação, que leva à fermentação dos açúcares presentes nas matérias-primas”.
No comunicado, o Ministério enfatizou que a mistura do etanol é realizada após rigorosos testes e avaliação de especificações.
“A implementação de níveis de mistura mais elevados foi realizada somente após extensa avaliação técnica e consulta com fabricantes de automóveis e outras partes interessadas”, afirmou.
Publicado – 24 de junho de 2026 01h50 IST









