Lixeiras quebradas e entulho abandonado mostram descaso com o Centro Histórico

Um certo personagem, conhecido na cidade, costuma ser enfático quando perguntado sobre o estado de conservação do Centro Histórico: “Temos uma Ferrari nas mãos, mas as vezes a vejo sendo tratada como um fusca velho” eles costuma dizer. Creio que ele resume muito bem a situação atual do centro histórico. Se por um lado sua arquitetura conservada encanta turistas, por outro bastariam medidas simples para torná-lo muito mais bonito e agradável.

Em um curto passeio entre o Fórum e a Terra Nova, pude constatar inúmeras lixeiras quebradas. Feias que dói, as lixeiras laranjas espalhadas pela cidade estão em sua maioria, em péssimo estado – e não eram bonitas nem novas, imagine agora.

Outras, como aquelas caixas quadradas utilizadas nas estranhas placas de sinalização, e quem em tese seriam para coleta de lixo reciclável, foram colocadas em lugares “estratégicas” para que as placas de propaganda fosse lidas, sem levar em consideração as já existentes. Como foram produzidas com material de má qualidade, muitas já estão caindo aos pedaços, e há sérias dúvidas sobre o lixo contido nelas ser enviado realmente para a reciclagem – até porque joga-se todo tipo de lixo ali.

Lixeira tem que ser planejada, ter um tamanho funcional de acordo com a quantidade de lixo que recebe, mas também ser discreta, e não se sobressair na paisagem. Lixeiras laranjas, velhas e mal conservadas, muitas vezes quebradas, são o exato contraponto disso.

Outro problema é a pilha de entulhos em frente à Igreja Nossa Senhora das Dores, a capelinha. Não bastassem os entulhos no chão, pedras enormes e pichadas fazem uma enorme pilha em frente à igreja, literalmente estragando um dos mais belos cartões postais da cidade. Falo por experiência própria: Eu costumava fotografar bastante essa igreja a partir do pontal, mas a pilha de pedras jogadas em sua frente atualmente me fizeram ir procurar outras paisagens menos degradadas na cidade.

Já perguntei para muita gente sobre essas pedras que ali foram abandonadas. Nunca consegui receber uma resposta precisa. Alguns alegam que as pedras seriam para construir um segundo quebra-mar, mas que a obra teria sido embargada as pedras foram abandonadas ali. Mas mesmo perguntando para os canais oficiais, nunca recebi uma resposta satisfatória.

Abaixo uma pequena série de fotografias, feitas em um curto passeio de 15 minutos, mostrando as lixeiras e as pedras mencionadas em frente à Capelinha.

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Guido Nietmann é fotógrafo e mora há 7 anos em Paraty. Em parceria com a fotógrafa Roberta Pisco, criou a Fotos Incríveis, empresa especializada que atua com fotografia imobiliária, gastronômica, fotografia aérea, fotografia de produtos e também com ensaios. Apaixonado por Paraty, não se cansa de retratar as belezas da cidade e nutre uma paixão  especial pela Igreja de Santa Rita! Contato e mais informações: www.fotosincriveis.com.br

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