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Regra principal do cartão vermelho para a Copa do Mundo de 2026: cobrir a boca e sair agora leva à demissão instantânea!

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Copa do Mundo FIFA 2026 (through Getty Photos)

A Copa do Mundo de 2026, que já agita as coisas com sua expansão para 48 seleções, está prestes a trazer algumas mudanças também na forma como os jogadores são disciplinados em campo. A implementação de duas novas regras de cartão vermelho pela FIFA após uma série de incidentes recentes levantou preocupações sobre o comportamento dos jogadores.Com o torneio sendo realizado nos EUA, Canadá e México, já está definido para ser uma grande mudança em relação às Copas do Mundo anteriores, e agora essas novas regras estão adicionando outra reviravolta à mistura.

Confrontos que cobrem a boca serão puníveis com cartão vermelho

Uma das mudanças centrais permitirá que os árbitros expulsem jogadores que cubram a boca enquanto enfrentam um adversário, um gesto que se tornou cada vez mais comum no futebol moderno e tem atraído escrutínio no contexto de alegações de abuso. A pressão por esta regra ganhou força após um incidente envolvendo Vinícius Júnior, do Actual Madrid, e Gianluca Prestianni, do Benfica, durante uma partida eliminatória da Liga dos Campeões, em fevereiro. Durante esse jogo, Vinícius acusou Prestianni de abusar racialmente dele, tendo o jogador do Benfica sido visto a falar enquanto cobria a boca com a camisola, após o que Vinícius alertou imediatamente o árbitro François Letexier e o jogo foi interrompido por 10 minutos segundo os protocolos da UEFA. Prestianni negou a acusação e afirmou mais tarde que tinha usado uma calúnia anti-gay em espanhol em vez de um termo racista, com a UEFA a confirmar que ambas as formas de linguagem discriminatória se enquadram no mesmo quadro disciplinar. Posteriormente, a UEFA condenou Prestianni a uma suspensão de seis jogos por conduta discriminatória, com três jogos suspensos por dois anos e um já cumprido provisoriamente, enquanto a sanção continua sujeita a recurso.

Prestianni é suspenso por vários jogos por insultar Vinícius e pode perder duas partidas da Copa do Mundo pela Argentina

ARQUIVO – Gianluca Prestianni, do Benfica, observa a bola durante partida de futebol da fase de abertura da Liga dos Campeões entre Juventus e Benfica em Torino, Itália, quarta-feira, 21 de janeiro de 2026. (AP Picture / Luca Bruno)

Após esse incidente, a FIFA propôs formalmente o endurecimento das sanções, e o assunto foi levado ao Worldwide Soccer Affiliation Board (IFAB), responsável por determinar as Leis do Jogo. Numa reunião em Vancouver, Colúmbia Britânica, o IFAB aprovou a mudança por unanimidade, introduzindo uma disposição que permite aos organizadores de competições impor cartões vermelhos em tais situações. Um comunicado do IFAB dizia: “A critério do organizador da competição, qualquer jogador que cubra a boca em situação de confronto com um adversário pode ser sancionado com cartão vermelho”. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, já havia indicado seu apoio à medida, dizendo à Sky Information após a reunião da IFAB em fevereiro no País de Gales que acreditava que os jogadores deveriam ser demitidos se confrontassem adversários enquanto cobriam suas bocas.Leia também: A nova regra do cartão amarelo da Copa do Mundo de 2026 afetará todas as nações.

Sair em protesto agora provocará demissão instantânea

A segunda grande mudança aborda situações em que os jogadores deixam o campo em protesto contra as decisões da arbitragem, com a FIFA a impor cartões vermelhos imediatos para tais ações durante a Copa do Mundo. A regra também se estenderá aos árbitros que encorajam ou incitam os jogadores a deixar o campo, ampliando o escopo além da má conduta particular person para incluir o comportamento coletivo. De acordo com a abordagem atualizada, qualquer equipe responsável pelo abandono de uma partida perderia, em princípio, o jogo, reforçando as consequências de tais ações dentro da estrutura do torneio. Esta decisão está directamente ligada aos acontecimentos da ultimate da Taça das Nações Africanas de 2025, disputada a 18 de Janeiro de 2026, envolvendo a selecção nacional de futebol do Senegal e a selecção nacional de futebol de Marrocos. Durante essa partida, o Marrocos recebeu um pênalti já nos acréscimos, após uma falta sobre Achraf Hakimi, o que levou os jogadores senegaleses a saírem do campo em protesto. A interrupção durou aproximadamente 17 minutos antes do retorno dos jogadores e, embora Brahim Díaz tenha perdido o pênalti, o jogo continuou na prorrogação, onde Pape Gueye marcou para dar ao Senegal uma vitória por 1 a 0 em campo. No entanto, a Confederação Africana de Futebol (CAF) decidiu mais tarde que a desistência do Senegal constituía uma violação dos regulamentos da competição, anulando o resultado e concedendo a Marrocos uma vitória técnica por 3-0. Desde então, o Senegal contestou essa decisão no Tribunal Arbitral do Desporto, estando o caso ainda em curso.

Aplicação limitada por enquanto, adoção mais ampla requer aprovação do IFAB

Embora ambas as mudanças nas regras sejam aplicadas na Copa do Mundo de 2026, elas ainda não são acréscimos permanentes às Leis do Jogo globais. Para que qualquer uma das medidas fosse adotada universalmente nas ligas nacionais e nas competições internacionais, elas precisariam ser formalmente integradas no livro de regras do IFAB, além da atual aplicação específica do torneio. A FIFA indicou que estas medidas estão a ser introduzidas em resposta a incidentes recentes e à evolução das preocupações em torno do comportamento dos jogadores, com o Campeonato do Mundo a servir como um ambiente controlado para implementar e avaliar o seu impacto.

Contexto do torneio: expansão e estrutura de hospedagem

As mudanças disciplinares fazem parte de uma mudança maior para a Copa do Mundo de 2026, que se expandirá para 48 seleções e introduzirá um novo formato de fase de grupos antes de seguir para uma fase eliminatória com 32 seleções. Os Estados Unidos sediarão 78 das 104 partidas, incluindo todos os jogos das quartas de ultimate em diante, enquanto Canadá e México serão palco de 13 partidas cada. Paralelamente, a FIFA introduzirá dois pontos de reposição de cartões amarelos para reflectir o formato mais longo, com cartões eliminados após a fase de grupos e novamente após os quartos-de-final, garantindo que os jogadores tenham menos probabilidades de perder jogos decisivos devido a advertências acumuladas no início do torneio. Com múltiplas camadas de mudanças já incorporadas na competição, a introdução de regras mais rigorosas para cartões vermelhos reflete um esforço para moldar o comportamento em campo de acordo com esses ajustes mais amplos.

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