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A ‘aldeia de um rim’ do Afeganistão, onde os residentes vendiam órgãos para sobreviver

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Nos arredores de Herat, no oeste do Afeganistão, um assentamento chamou a atenção internacional em 2022, depois que surgiram relatos de que muitos residentes haviam vendido um rim para sobreviver ao agravamento da pobreza e da fome. A área tornou-se amplamente conhecida como a “aldeia de um só rim”, um reflexo sombrio da crise humanitária que se seguiu ao colapso económico do Afeganistão após o regresso dos Taliban ao poder. As famílias descreveram a venda de órgãos para pagar dívidas, comprar alimentos ou cobrir despesas médicas à medida que a ajuda internacional diminuía e o desemprego aumentava em todo o país.

Por que os residentes venderam seus rins

Os relatórios surgiram durante uma das piores crises económicas do Afeganistão na história recente. Milhões de afegãos enfrentavam uma insegurança alimentar aguda, enquanto muitas famílias tinham perdido as suas principais fontes de rendimento.Moradores entrevistados pela AFP na época disseram que as vendas de rins foram motivadas pelo desespero e não pela escolha. Alguns pais disseram que foram submetidos a cirurgias simplesmente para alimentar os filhos ou evitar o despejo. Em vários casos, vários membros da mesma família venderam rins.

O comércio ilegal de órgãos no Afeganistão

Embora o comércio de órgãos seja ilegal no Afeganistão, os relatórios sugerem que a fiscalização period fraca e que as vendas clandestinas de rins continuaram em algumas partes do país. Alguns doadores teriam recebido apenas US$ 1.500 por um rim, enquanto os compradores viajavam para Herat para procedimentos de transplante.Médicos e trabalhadores humanitários entrevistados em 2022 disseram que o número de operações aumentou acentuadamente durante o colapso económico, chamando a atenção international para a questão.

O impacto humano duradouro

Para muitos doadores, o alívio financeiro durou apenas brevemente. Alguns relataram posteriormente dor crônica, fraqueza e dificuldade para trabalhar após a cirurgia. Outros disseram que se arrependeram da decisão, mas sentiram que não tinham alternativa no momento.A história da chamada “aldeia de um rim” no Afeganistão tornou-se um dos exemplos mais claros de como o conflito, a pobreza e o colapso económico podem empurrar as pessoas para medidas extremas de sobrevivência.

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