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Esta vila infantil permanece fresca sem ar condicionado em uma das regiões mais quentes do mundo – veja como

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Na cidade costeira de Tadjourah, no Djibouti, onde o calor extremo e as condições desérticas secas dominam grande parte do ano, os arquitetos projetaram uma vila infantil que funciona sem ar condicionado convencional. O projeto, conhecido como Aldeia Infantil SOS Tadjourah, foi criado por Urko Sanchez Architects para Aldeias Infantis SOS Internacional. Em vez de confiar em torres de vidro, interiores selados e sistemas de refrigeração com uso intensivo de energia, os arquitetos recorreram a princípios centenários de design sensíveis ao clima, utilizados no Norte de África e no Médio Oriente. Ruas estreitas e sombreadas, torres que protegem o vento, superfícies reflexivas, vegetação e fluxo de ar cuidadosamente planejado trabalham juntos para manter o assentamento naturalmente mais fresco. O resultado é um raro projeto moderno onde a própria arquitetura atua como sistema de controle climático.

Como esta vila infantil permanece fresca no calor extremo

A Aldeia de Crianças SOS está localizada em Tadjourah, uma cidade portuária no Djibuti, no Corno de África. A região experimenta temperaturas extremamente altas, forte luz photo voltaic e poucas chuvas durante grande parte do ano, tornando o resfriamento um dos maiores desafios arquitetônicos do país.Em vez de importar sistemas climáticos de estilo ocidental concebidos para ambientes temperados, os arquitectos estudaram como os assentamentos tradicionais em regiões desérticas quentes sobreviveram durante séculos antes da existência do ar condicionado moderno. Isso se tornou a base da filosofia de design do projeto.Concluída em 2014, a aldeia foi desenvolvida para a SOS Youngsters’s Villages Worldwide, uma organização que fornece alojamento e apoio a crianças e famílias vulneráveis.Urko Sanchez Architects descreveu o projeto como “uma medina para crianças”. O projeto baseia-se fortemente nas medinas históricas do Norte da África e em partes do Oriente Médio, onde densos layouts urbanos reduzem naturalmente a exposição ao calor.As medinas tradicionais são construídas em torno de vielas estreitas e estruturas compactas que fazem sombra umas às outras ao longo do dia. Em vez de expor os edifícios diretamente à luz photo voltaic, o format cria corredores pedestres mais frescos, onde o fluxo de ar é concentrado.Os arquitetos recriaram esse conceito dentro da vila usando um arranjo labiríntico de caminhos, pátios e espaços comuns. Pequenas praças públicas foram adicionadas em todo o complexo para incentivar a interação social e, ao mesmo tempo, melhorar a circulação de ar entre os edifícios.O resultado é um ambiente onde a sombra e a ventilação são integradas diretamente no format, em vez de serem adicionadas posteriormente através de sistemas mecânicos.

Como esta vila infantil permanece fresca no calor extremo

Como a aldeia se refresca naturalmente

Uma das características mais importantes do projeto é o sistema de refrigeração passiva. O resfriamento passivo refere-se a métodos arquitetônicos que reduzem o calor sem depender muito de eletricidade ou refrigeração mecânica.A vila usa torres de proteção contra o vento que se elevam acima do nível do telhado e direcionam o ar para baixo, para os espaços residenciais. Estruturas semelhantes existem há séculos na arquitetura tradicional persa e do Oriente Médio.A orientação das ruas e aberturas também foi cuidadosamente planejada para acelerar o fluxo de ar pelo assentamento. À medida que o vento se transfer através de passagens estreitas, a sua velocidade aumenta, melhorando a ventilação e ajudando a remover o calor retido.Muitas aberturas nos edifícios usam sistemas de triagem no estilo mashrabiya em vez de janelas de vidro seladas. Essas telas padronizadas permitem que o ar passe livremente enquanto bloqueiam a luz photo voltaic direta e reduzem o ganho de calor.Os edifícios têm acabamentos em tons terrosos claros que refletem a luz photo voltaic em vez de absorvê-la. Em climas extremamente quentes, as superfícies mais escuras retêm o calor e continuam a irradiá-lo muito depois do pôr do sol, enquanto os acabamentos reflexivos ajudam a manter as temperaturas mais baixas.

A aldeia das crianças

Por que há tão pouca dependência do ar condicionado moderno

Ao contrário de muitos edifícios modernos em climas quentes, a vila não foi projetada em torno de uma infraestrutura pesada de refrigeração mecânica. Os arquitetos evitaram intencionalmente sistemas climáticos com uso intensivo de energia sempre que possível.Em vez disso, o projeto depende de massa térmica, sombra, fluxo de ar e materiais reflexivos para manter temperaturas internas mais estáveis. Paredes espessas feitas de blocos de cimento pré-moldados e concreto armado absorvem o calor lentamente durante o dia e o liberam gradualmente à noite.Esta abordagem reduz os picos repentinos de temperatura inside e permite que muitas áreas da aldeia permaneçam consideravelmente mais frescas do que o ambiente exterior, sem arrefecimento synthetic constante. Também reduz os custos operacionais a longo prazo, o que é especialmente importante em regiões onde a infra-estrutura eléctrica pode ser limitada ou cara.

Aldeia infantil que permanece fresca no calor extremo

O papel da vegetação e dos microclimas

Embora o Djibuti seja um país árido, a vegetação ainda desempenha um papel importante no projecto. Árvores e áreas plantadas foram integradas em todo o assentamento para criar gradualmente microclimas sombreados ao longo do tempo.À medida que as plantas crescem, elas reduzem as temperaturas circundantes através da sombra e da evapotranspiração, o processo pelo qual a umidade liberada pelas folhas resfria o ar circundante. Mesmo espaços verdes relativamente pequenos podem melhorar visivelmente as condições térmicas em ambientes quentes.O paisagismo pretendeu também criar espaços comuns mais calmos e fortalecer o ambiente social da aldeia.

Materiais escolhidos pelo clima, não pela aparência

Os materiais utilizados na aldeia eram intencionalmente simples e localmente práticos. Os arquitetos evitaram estilos arquitetônicos importados com muito vidro, que muitas vezes apresentam desempenho insatisfatório em climas desérticos, sem grande consumo de energia.Em vez disso, o projeto baseia-se principalmente em concreto armado, blocos de cimento pré-moldados e acabamentos em gesso texturizado. Esses materiais foram selecionados pela durabilidade, desempenho térmico e facilidade de manutenção em condições ambientais extremas.A ênfase não estava na estética futurista, mas na adaptação climática a longo prazo, utilizando técnicas já comprovadas ao longo de gerações em regiões quentes.

Um ambiente sem carros projetado para crianças

A vila foi projetada como um ambiente voltado para pedestres. Os carros são em grande parte excluídos do format interno, permitindo que as crianças se movimentem com segurança através de vielas interligadas e pátios compartilhados.As ruas estreitas funcionam não apenas como corredores de refrigeração, mas também como espaços sociais onde as crianças podem brincar e interagir. Isto cria um sentido de comunidade mais forte em comparação com layouts isolados frequentemente encontrados em conjuntos habitacionais modernos.Os arquitetos dizem que o projeto espacial pretendia equilibrar segurança, interação social e capacidade de resposta climática ao mesmo tempo.Numa period de crescente procura de electricidade, alterações climáticas e sobreaquecimento urbano, projectos como este estão a tornar-se cada vez mais relevantes. Em vez de tratar a arquitectura e o controlo climático como sistemas separados, a aldeia combina-os num projecto integrado.

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