Passeando por ai;
Escolhi, oh ti. Paraty
Os seres que habitam são muito hospedeiros.
Histórias ricas desde os tempos antigos.
Suas igrejas enfeitam a harmonia de um passado
Trazido para o presente;
Inspirando o cenário pra muita gente.
Intraduzível, sua área arquitetônica e mística
Palpita na mente do turista;
E traz muitas interrogações.
Têm até ruas semelhantes a “ pé de moleque”;
Porque a tradição informa que,
Na manutenção de sua construção,  eram os moleques que
Encaixavam as belas pedras com seus pés,
Para completar, ingenuamente,  uma espécie de quebra cabeças,
Permitindo o caminho a quantos a habitassem
Ou estavam, apenas, de passagem.
Rodoviária, ah! Essa fica  cheia com pessoas de todos os lugares.
Nela observamos vários olhares, curiosos, querendo desvendar
A mística simbologia do lugar.
Ao chegarem trazem seus vazios existenciais;
Partindo com lembranças de certa antiguidade.
Pois ali jazem forças ocultas.
Os dias são convidativos a conhecerem locais simples e
Paradisíacos.
Os cenários são tão faceiros;
Que as  novelas levaram
Ao mundo, desde romantismo ao  véu de ousadia.
Praias exuberantes;  pescadores insaciáveis.
Conta-se com a Igreja da Matriz,
E nos faz sentir feliz.
A gastronomia brinca com o paladar.
A cachaça, “dizem” que deixa o sabor da  alegria.
Difícil narrar uma idéia pálida de tanto encantamento.
Que só você oferece; saudades, Paraty.
Pois é  o olhar de fora,
Querendo estar dentro.
Por Cris Ávila
Texto do livro VOCÊ É POEMA Delícias do Cotidiano