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Os cientistas prepararam massa fermentada usando fermento de 5.300 anos de uma múmia congelada e ela realmente fermentou

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A levedura microscópica que poderia sobreviver em associação com um corpo de 5.300 anos parece improvável, quase especulativa. No entanto, os restos congelados de Ötzi, o “Homem de Gelo” da Idade do Cobre, preservados nos Alpes e alojados numa câmara controlada de um museu no norte de Itália, forneceram aos cientistas um campo de testes inesperado para essa possibilidade. Ao longo de décadas de estudo, a atenção mudou gradualmente para além dos ossos, ferramentas e roupas, para os vestígios biológicos invisíveis incorporados dentro e ao redor da própria múmia. Em explicit, os investigadores começaram a examinar o ADN microbiano recuperado de tecidos, da água de degelo circundante e do ambiente de conservação, perguntando se algum destes organismos ainda poderia reflectir estados ecológicos antigos em vez de contaminação moderna.

Dentro da câmara glacial: como o ambiente congelado de Ötzi se tornou um laboratório vivo

Ötzi tem sido mantido numa câmara deliberadamente fria desde a sua descoberta nos Alpes, no início da década de 1990, um cenário concebido para imitar o glaciar que originalmente o congelou. Esse ambiente tornou-se tanto um laboratório quanto uma exposição. Com o tempo, os cientistas começaram a coletar amostras não apenas da múmia em si, mas de tudo ao seu redor: água derretida que escorria durante o manuseio, ar circulando pelas salas de conservação e até mesmo materials do native onde ela foi descoberta pela primeira vez.Conforme relatado no estudo Springer Nature Hyperlink, intitulado ‘O microbioma do Homem de Gelo: revelando milênios de diversidade e continuidade microbiana‘, é improvável que um corpo tão velho, preservado em gelo, seja biologicamente estéril. O que period menos óbvio period como separar os antigos remanescentes microbianos da contaminação moderna que inevitavelmente chega com décadas de contato humano. O sequenciamento do DNA ajudou a dividir a imagem em fragmentos que pareciam genuinamente antigos e outros que pertenciam claramente ao mundo moderno. A distinção period mais confusa do que limpa, como essas coisas costumam ser.

Pistas congeladas ou intrusos modernos: as evidências de fermento em torno de Ötzi

Entre os vestígios microbianos, destacou-se um grupo de leveduras amantes do frio. Esses organismos não são do tipo que prosperam em cozinhas ou em solos quentes. Eles estão mais frequentemente associados a lagos congelados, mantos de gelo polares e ambientes de alta altitude onde a atividade biológica desacelera. Foram identificados quatro géneros, cada um adaptado a condições que reflectem o tipo de congelamento profundo em que Ötzi passou milénios.A presença deles não foi totalmente chocante por si só, dado o ambiente, mas o que chamou a atenção foi o native onde foram encontrados. Alguns vestígios vieram da pele, outros de materials interno e uma parte do que restou do conteúdo estomacal. Essa mistura tornou a interpretação estranha. Não ficou imediatamente claro se estes organismos tinham feito parte de um evento de colonização autopsy brand após a morte, ou se representavam algo mais persistente que perdurou num estado congelado.

Sinais de vida no passado congelado: cientistas revelam fermento antigo descobertas

Micróbios não são ossos. Não fossilizam da mesma forma e, nas condições certas, podem permanecer metabolicamente inactivos durante longos períodos antes de acordarem novamente. Essa possibilidade está no centro da discussão aqui. Um dos grupos de leveduras mostrou sinais que sugeriam mudanças contínuas ao longo do tempo, ou pelo menos algo parecido. Amostras colhidas com anos de diferença no tecido da múmia mostraram mudanças na abundância, com um gênero aparecendo mais proeminente em testes posteriores. O materials genético dessas amostras posteriores também parecia menos decomposto. Se isso significa replicação lenta em um ambiente frio estável ou simplesmente diferenças na amostragem e preservação, é onde a interpretação começa a se dividir.

Cientistas revivem fermento antigo e o usam para assar pão de massa fermentada

Uma das leveduras isoladas foi cultivada em condições de laboratório. O processo não foi imediato. As primeiras tentativas não conseguiram produzir nada utilizável e foram necessários repetidos ajustes antes que o organismo começasse a se comportar de maneira previsível. Feito isso, a equipe utilizou-o no preparo da massa. O resultado não foi tratado como um avanço culinário em nenhum sentido moderno, mas como um teste para saber se o organismo mantinha a capacidade fermentativa básica. Isso aconteceu. A massa cresceu e um pão de massa fermentada acabou sendo produzido com fermento que remonta a vestígios antigos.

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