Moradora flagra cavalo preso em bueiro aberto sendo resgatado por carroceiro. Resgate teria levado mais de meia hora e carroceiro teria dito para ela “ficar quieta”

Confira o relato de Thaís Santos Cermelli sobre o flagrante de um cavalo que puxava charrete que ficou preso num bueiro aberto. A internauta também postou foto e vídeo do incidente, reproduzidos abaixo. Além de ter assistido ao penoso resgate, que demorou mais de 30 minutos, ela ainda teria sido agredida verbalmente pelo carroceiro, que teria lhe dito para ficar quieta. É preciso que uma nova solução para o transporte no Centro Histórico seja encontrada. Talvez carrinhos elétricos, guiados pelos atuais carroceiros, ou outra solução. Para cada turista que vejo usando as carroças, vejo vários criticando esse modelo antiquado de transporte, feito ao custo do sofrimento de animais.

“Paraty, Centro Histórico, 22 de abril.

A maré vem sendo alta já tem uns dias e a manutenção das ruas do centro histórico é inexistente como sabem os que convivem. Uma maré grande, na altura dos joelhos de um adulto, e as malditas carroças continuam passando porque os cavalos não importam e sim o dinheiro né. Um bueiro aberto (agradecimento especial à Enel ou águas de paraty não sei bem) e as pernas do cavalo afundam, o bicho fica preso dentro do buraco e enrolado nas cordas que o prendem à carroça.

O carroceiro desce pra tentar soltar o bicho, a gente tentando falar com os bombeiros, enquanto isso o cavalo parece não aguentar e afunda algumas vezes, bate um desespero, parece que o bicho vai se afogar, ainda com os bombeiros no telefone. Chega outra carroça e aí o outro moço se une pra ajudar a soltar o cavalo, conseguem soltar ele da carroça e começam a puxar o bicho por cordas pra tirar ele do buraco, gritamos que chamamos os bombeiros e o 2° carroceiro começa a gritar pra gente ficar quieta porque ele tem 20 anos de experiência e sabe o que faz, explicamos que só chamamos os bombeiros pra ajudar e ele começa a gritar e até nos xingar, “fica a Sra aí no seu lugar quieta” ele fala.

No meio disso tudo o desespero do bicho que por vezes afunda a cabeça e parece que vai afogar. Conseguem tirar o bicho finalmente, eu estava com o celular na mão, principalmente pela agressão gratuita, que continua por sinal. Avisamos os bombeiros que o cavalo já se soltou, saímos da porta pra evitar os gritos do Sr. Carroceiro. As carroças seguem. 

Eu fico assustada pela raiva e agressividade gratuita do carroceiro que sabe aonde moramos e passa todo dia pela nossa porta. O cavalo nem imagino como se sente, mas choro de pensar em como deve ter sofrido e agora continua amarrado na carroça dando voltas pelo Centro carregando os turistas. O buraco? Continua lá pra que algum cavalo fique preso e morra de novo, ou alguma pessoa dessa vez, vai saber no que vai dar né.

Lá lá lá iá é Paraty.”

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Zé do Povo

Arredio, inquieto, mas um defensor árduo da justiça, Zé do Povo é o que o nome diz. Um cara do povo, que prefere não se expor, mas quer expor todos os problemas da cidade.

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