Flanelinhas atuam agora também na região da Penha, ao lado do Poço do Tarzan. Problema é causado por falta de fiscalização.

A equipe do VaiParaty esteve ontem conferindo o movimento de pico na região da Penha. Ficou evidente a falta de fiscalização e orientação por parte do poder público. Trechos complicados, como a passagem da Ponte Branca onde apenas um veículo passa por vez, e o trecho em frente à Igreja da Penha deixavam claro que não há qualquer tipo de planejamento por parte das autoridades para atender a grande demanda de público em dias de pico.

Na Ponte Branca, veículos aguardavam e forçavam passagem, e na ausência de um agente orientador, muito era resolvido no berro. Já na Penha, o problema era bem mais complexo. O grande número de veículos tentando passar pelo local fez muita gente tentar ultrapassagens proibidas e arriscadas, por sorte sem maiores consequências no período em que estivemos no local. Absolutamente ninguém respeitava a sinalização de parada de jipes de turismo em frente à igreja. Como inúmeros carros de passageiros estacionaram no local indevidamente, os jipes precisavam manobrar e aguardar vagas, o que causou bastante tumulto no trânsito. Apesar da placa sinalizando o estacionamento exclusivo para jipes, ninguém respeitou a sinalização e não havia agente para orientar nem multar os motoristas.

Flanelinha toma conta de acostamento à beira da rodovia

Logo acima da Igreja da Penha, a falta de fiscalização deu origem a uma nova praga: os flanelinhas. Dizendo-se moradores locais, diversas pessoas roçaram o terreno às margens da rodovia. Um deles abordou nosso veículo, e munido de um bloco do que aparentava ser recibos, anunciou o preço: R$ 10 para estacionar. Mal educado, disse que o “terreno lhe pertencia já que ele o carpiu”, e coagia os motoristas a realizar o pagamento.

Argumentamos contra a cobrança, e ao perceber que morávamos na cidade, o flanelinha anunciou que o preço seria reduzido para R$5. No fim, acabou desistindo de cobrar, mas não sem antes nos deixar bastante desconfortáveis sobre a integridade do veículo que seria estacionado no local.  Não importa se ele é morador do local, coagir motoristas a pagar estacionamento para parar em beira de rodovia é crime, e roçar um terreno não lhe faz dono dele – ou eu seria dono de muitas fazendas na cidade munido apenas de uma roçadeira.

Recebemos diversas outras reclamações de cobrança irregular de estacionamento, um problema que parece estar se tornando crônico na cidade. Um dos trechos a gerar um maior número de reclamações foi o da Praia de São Gonçalo e São Gonçalinho, locais onde a cobrança irregular já acontece há alguns anos. Acorda, prefeitura!

 

 

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Zé do Povo

Arredio, inquieto, mas um defensor árduo da justiça, Zé do Povo é o que o nome diz. Um cara do povo, que prefere não se expor, mas quer expor todos os problemas da cidade.

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