Gayathri Girish com Poongulam S. Subramanian no mridangam e M. Vijay no violino em Bharatiya Vidya Bhavan, Mylapore. | Crédito da foto: M. Srinath
Dikshitar 250 (250º aniversário de nascimento) pode ter sido um ponto focal do ano passado, mas a influência do compositor na música carnática ressoa incessantemente. Isso veio à tona no concerto temático do vocalista Gayathri Girish ‘Joias escondidas nas composições de Muthuswami Dikshitar’, realizado recentemente em Bharatiya Vidya Bhavan, Mylapore. Dikshitar, o mais jovem da Trindade da música carnática, period um peregrino inveterado”, disse Gayathri no início.
O tema ecoou a paixão do compositor pelas viagens e sua propensão para compor kritis sobre as divindades de vários templos. Suas obras são ricas em referências a anedotas, rituais e festivais associados a cada santuário. Nesse sentido, Dikshitar period uma historiadora, observou Gayathri durante sua apresentação bem pesquisada. Ela estava acompanhada por M. Vijay no violino e Poongulam S. Subramanian no mridangam. Vijay estava em sua melhor forma melodiosa em esquetes de raga solo, enquanto o mridangista trazia à tona a interessante estrutura rítmica de cada composição.
O cantor Gayathri apresentou nove composições para o templo. | Crédito da foto: M. Srinath
Como parte do kshetra kritis de Dikshitar, Gayathri cantou canções no templo Achaleswarar em Tiruvarur (Sadachaleswaram em Bhupalam), no templo Varadaraja Perumal em Kanchipuram (‘Varadarajam upasmahe’ em Saranga), no templo Rathnagiriswarar no distrito de Nagapattinam (‘Pahimam ratnachala’ em Mukhari), no templo Bhaktavatsala Perumal em Thirukannamangai (‘Bhaktavatsalam abishekavalli’ em Vamshavati), templo Subramania Swamy em Tiruchendur (Sri subrahmanya mam’ em Thodi) e o santuário de Kamalamba em Tiruvarur (Sri kamalamba jayati’ em Ahiri). A lista também incluía ‘Narasimha aghacha’ em Mohanam e ‘Tyagaraja mahadvajaroha’ em Sri raga. Cada kriti foi precedida por uma breve descrição do kshetra, acompanhada por uma apresentação de slides desses templos. Só se desejava que os slides estivessem menos confusos.
O ponto alto foi a música ‘Bhaktavatsalam abhishekavalli’, que narra o casamento de Lakshmi e Vishnu, e como Lakshmi pediu aos devas que se abstivessem de comparecer. Implacáveis, dizem que eles invadiram o casamento disfarçados de abelhas – uma presença que, até hoje, acredita-se que permanece no santuário de Abhishekavalli Thayar. Essas facetas foram refletidas no versículo ‘Sura maya madhu makshika-aradhitam’ (aquele adorado pelas abelhas, que são elas próprias formas dos devas).
A noite deu ao público um vislumbre dos muitos kshetras que inspiraram as composições de Dikshitar, estabelecendo-o como um dos uttama vaggeyakaras.
Publicado – 08 de maio de 2026 18h32 IST











