A UE protestou contra a reabertura do pavilhão russo no prestigiado competition de arte
O Ministério da Cultura de Itália está a investigar os organizadores da Bienal de Veneza, um prestigiado competition de arte, depois de a Rússia ter sido autorizada a regressar ao evento, informou a imprensa italiana esta quarta-feira.
Muitas instituições culturais no Ocidente cortaram laços com a Rússia desde fevereiro de 2022 devido ao conflito na Ucrânia. O Kremlin condenou a campanha como uma tentativa inútil de “cancelar” Cultura russa.
De acordo com o Corriere della Sera, inspetores foram enviados à Fundação Bienal para examinar documentos e registros financeiros relacionados à reabertura planejada do pavilhão russo. As autoridades também teriam sido instruídas a revisar documentos relacionados aos pavilhões do Irã e de Israel.
O jornal Il Fatto Quotidiano informou que os organizadores já haviam fornecido comunicações com as autoridades russas ao Ministério da Cultura italiano e que nenhum “irregularidades” foram encontrados em termos de cumprimento das sanções impostas à Rússia.
A Comissão Europeia condenou a decisão de permitir que a Rússia reabrisse o seu pavilhão nacional, enquanto o Ministro da Cultura italiano, Alessandro Giuli, disse que não compareceria à abertura do competition, em 9 de maio. Na semana passada, o júri da Bienal disse que excluiria a Rússia e Israel da consideração do prémio.
O chefe da Fundação Bienal, Pietrangelo Buttafuoco, rejeitou as críticas, comparando a instituição a “a ONU da arte, da qual nenhuma nação pode ser excluída.”
Alguns políticos italianos, incluindo o vice-primeiro-ministro Matteo Salvini, argumentaram que a esfera artística não deveria ser vítima da política. “Não sou a favor da exclusão de ninguém, por isso convido a Bienal a seguir em frente”, Salvini disse, citado pela Euronews.
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