A China e o Irão estão a utilizar cada vez mais cadeias de abastecimento globais e pontos de estrangulamento estratégicos para combater os Estados Unidos, remodelando a guerra económica e expondo as vulnerabilidades de Washington, de acordo com um relatório do The Washington Put up que examina como, quando, onde, porquê e como estas tácticas estão a funcionar no precise cenário geopolítico em mudança.Os Estados Unidos já não são a única potência capaz de alavancar pontos de estrangulamento económico, argumenta o relatório.A China utilizou o seu domínio sobre os minerais de terras raras, essenciais tanto para as tecnologias civis como militares, para retaliar contra as tarifas dos EUA, restringindo as exportações. A medida pegou o presidente dos EUA, Donald Trump, desprevenido, com o presidente chamando-a de “uma verdadeira surpresa” nas redes sociais em abril passado.
Entretanto, o Irão reforçou o seu controlo sobre o Estreito de Ormuz, uma rota very important de trânsito world de petróleo, perturbando efectivamente os fluxos de energia. O encerramento desencadeou um aumento nos preços globais do petróleo e contribuiu para um cessar-fogo no conflito de seis semanas envolvendo os EUA e Israel.“Acontece que os Estados Unidos não têm todos os pontos de estrangulamento. Estamos num mundo onde os EUA simplesmente não conseguem escapar impunes das coisas que pensavam que poderiam escapar”, disse Henry Farrell, co-autor de “Underground Empire”.
Impacto doméstico atinge consumidores americanos
As consequências económicas estenderam-se directamente às famílias dos EUA.Os preços dos combustíveis subiram, com a gasolina ultrapassando os 4 dólares por galão, enquanto as perturbações no Estreito de Ormuz repercutiram nas cadeias de abastecimento. O relatório observou custos crescentes em bens como fertilizantes, alumínio, plásticos e até colchões.Os preços dos alimentos também foram afetados. O diretor operacional da Recent Del Monte alertou para um aumento acentuado nos custos de produção, incluindo bananas, impulsionado pelos preços mais elevados do diesel e pelo aumento do custo das resinas plásticas provenientes do Médio Oriente.
Washington sob ataque por falta de preparação
O relatório destaca as críticas à resposta da administração dos EUA a estes desenvolvimentos.O senador Ron Wyden disse que o Departamento do Tesouro não avaliou as potenciais consequências para o mercado energético de um conflito envolvendo o Irão. Citando Wyden, o relatório observou que Sriprakash Kothari, nomeado para se tornar secretário adjunto do Tesouro para a política económica, disse aos funcionários do comité “que não só não realizou qualquer trabalho relacionado com os mercados de energia antes da guerra, mas que não tinha conhecimento de ninguém no Tesouro que o fizesse.”A falta de antecipação levantou preocupações sobre a capacidade de Washington responder às ameaças económicas em rápida evolução.
Fim da economia world “benigna”
Os especialistas dizem que estes desenvolvimentos marcam uma mudança estrutural na ordem económica world.“A economia world foi concebida para o ambiente benigno da década de 1990, quando assumimos que a China e a Rússia seriam nossas amigas. Mas estamos a viver num período de intensificação da competição geopolítica”, disse Edward Fishman, autor de “Chokepoints”.A interdependência comercial, antes vista como uma força estabilizadora, é agora vista como uma vulnerabilidade. As cadeias de abastecimento que impulsionaram a globalização estão a ser cada vez mais utilizadas como ferramentas de alavancagem.
Corrida para construir defesas económicas
Em resposta, as principais economias estão a agir no sentido de se isolarem.Os Estados Unidos, a China e a Europa estão a investir na produção interna de bens essenciais e na diversificação das cadeias de abastecimento para reduzir a dependência de rivais geopolíticos. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, alertou que a dependência de cadeias de abastecimento estrangeiras poderia limitar as escolhas estratégicas de Washington.“Não há praticamente nenhuma das indústrias de ponta do século 21 em que não tenhamos algum nível de vulnerabilidade, e isso se tornou uma das maiores prioridades geopolíticas que enfrentamos agora”, disse Rubio.
Um cenário world transformado
O relatório conclui que, embora o domínio da China em áreas como as terras raras possa diminuir gradualmente à medida que os EUA intensificam os esforços de mineração nacionais, a mudança mais ampla é irreversível.“Este processo continuará até que tenhamos uma nova economia world”, disse Fishman.Com as nações a correr para construir resiliência económica, a period da interdependência como garantia de estabilidade parece estar a dar lugar a uma period em que pode ser usada como arma estratégica.









