A descoberta de cemitérios da Idade do Ferro em França teve um impacto dramático na comunidade arqueológica, uma vez que as evidências indicam que existe uma tradição funerária que desafia os paradigmas funerários estabelecidos. O Instituto Nacional Francês de Pesquisa Arqueológica Preventiva (INRAP) descobriu vários homens celtas que foram enterrados em depósitos sentados ou verticais em grandes covas circulares. A decisão de não enterrar esses indivíduos em posição reclinada ou plana indica uma hierarquia social ou ritual religioso elaborado, anteriormente não documentado, associado a esta parte da antiga Gália. Com a continuação dos estudos osteológicos e da datação por radiocarbono destes restos mortais, a transição de uma descoberta native para um tema de investigação arqueológica world sobre as crenças espirituais celtas e a natureza supersticiosa dos funerais celtas durante o primeiro milénio aC pode ser iniciada.
Raras sepulturas celtas ‘sentadas’ encontradas na França
De acordo com o Instituto Nacional Francês de Pesquisa Arqueológica Preventiva (INRAP), sítios em regiões como a Alsácia revelaram fossas circulares onde os corpos foram enterrados na posição sentada ou “contraída”. Ao contrário dos tipos de sepultamento habituais quando este tipo de sepultamento se desenvolveu no last do período gaulês, os chamados ‘sepultamentos em fossa’ (tombes en fosse) continham poucos, ou nenhum, bens funerários, o que pode indicar que eram um subconjunto especial da sociedade, ou um tipo específico de eventos rituais distintos dos sepultamentos de tipo acquainted.
Como os antigos gauleses encenaram os mortos
A investigação realizada por diversas fontes, incluindo a documentação do Património Mundial da UNESCO e a arqueologia do governo francês, também mostrou que a posição “sentado” teria sido mantida através de engenharia tafonómica deliberada de preenchimento e reenchimento do solo nas covas. Osteologistas, que são cientistas que estudam os ossos humanos, relataram que os restos mortais encontrados nessas sepulturas mostram pouca ou nenhuma evidência de terem sofrido trauma ou lesão antes do enterro; portanto, a teoria do sacrifício humano não é mais válida, mas as evidências apoiam que havia uma maneira muito específica de conduzir rituais de inumação complexos que sustentariam a verticalidade da coluna vertebral autopsy dos ‘sentado’.‘
Por que os mortos estavam sentados em covas de grãos
Análises científicas hospedadas no ResearchGate e no CNRS (Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica) sugerem que esses enterros sentados frequentemente ocorriam em covas originalmente usadas para armazenamento de grãos. O ato de enterrar uma pessoa num silo de armazenamento desativado é uma prática funerária globalmente anômala. A mudança de função implica que o enterro destes homens em posição vertical pode simbolizar a fertilidade, a protecção dos bens ou recursos disponíveis, ou a marginalização ritualizada ou a tutela simbólica destes enterros do cemitério principal da comunidade.
O enterro ‘sentado’ foi um rito celta pan-europeu?
A Unidade Aceleradora de Radiocarbono de Oxford datou essas descobertas na França de 450 a 50 aC, coincidindo com o horizonte cultural La Tène de La Tène, que coincidiu com um período significativo de expansão celta. Comparações estão sendo feitas agora entre esses enterros sentados e outros casos semelhantes, porém isolados, em toda a Europa para determinar se esta period uma prática celta ampla ou uma idiossincrasia ritualística localizada, exclusiva das tribos da antiga Gália.













