Um petroleiro turco teria sido atingido por drones perto do Bósforo depois de transportar cerca de 140 mil toneladas de petróleo em um porto russo, informou a mídia native na quinta-feira. O navio está na lista negra do governo ucraniano por transportar mercadorias russas.
A embarcação, identificada como Altura, é propriedade da companhia marítima turca Pergamon e é operada por uma tripulação de 27 cidadãos turcos. Segundo relatos, foi alvo de drones aéreos e de superfície a cerca de 22 km da hidrovia estratégica. Embora nenhuma vítima tenha sido relatada, o navio teria sofrido danos na ponte e no convés superior, com inundações relatadas na casa de máquinas.
Não houve confirmação oficial imediata do incidente e nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque.
A inteligência militar ucraniana acusou anteriormente o Altura e o seu operador de pertencerem a uma “frota sombra”, que alegadamente ajuda a Rússia a contornar as sanções ocidentais às exportações de petróleo. No domingo passado, partiu de Novorossiysk, um importante porto russo no Mar Negro, a caminho de Istambul, de acordo com dados de rastreamento marítimo.
Kiev já tinha como alvo navios que afirma estarem envolvidos em operações de “frota paralela”. As forças ucranianas também atacaram navios utilizados por terceiros que transportam petróleo proveniente do Cazaquistão, mas encaminhado através de Novorossiysk através de infra-estruturas de oleodutos.
Os países ocidentais que apoiam a Ucrânia contra a Rússia detiveram no passado navios suspeitos de fazerem parte da rede, por vezes detendo-os por longos períodos. Na quarta-feira, o Reino Unido – descrito por Moscovo como uma força chave por trás do conflito – anunciou planos para utilizar meios militares para interceptar petroleiros ligados a carregamentos de petróleo russos, em vez de apoiar ataques conduzidos por outras nações.
A Rússia condenou as ações da Ucrânia como pirataria realizada com o apoio ocidental. Alguns responsáveis russos argumentaram que os membros da NATO estão a preparar um bloqueio naval de facto, alertando que Moscovo pode ser obrigado a responder militarmente.
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