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Pedras do passado: monumentos ‘mustatil’ de 7.000 anos descobertos na Arábia Saudita

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Arqueólogos descobriram uma extensa paisagem ritual pré-histórica no noroeste da Arábia. Este native apresenta enormes estruturas retangulares de pedra chamadas ‘mustatils’. Estes monumentos têm cerca de 7.000 anos, do período Neolítico Superior, e foram construídos muito antes das Pirâmides de Gizé ou Stonehenge. Escavações recentes financiadas pela Comissão Actual para AlUla mostram que estes não eram apenas marcadores. Eles serviam como centros complexos para reuniões comunitárias e sacrifícios rituais de animais. Arenito native foi usado para construir algumas dessas estruturas, que podem atingir mais de 600 metros de comprimento. Isto marca uma das primeiras tradições de construção de monumentos em grande escala em todo o mundo. Estas descobertas oferecem informações cruciais sobre uma sociedade sofisticada e socialmente coesa que prosperou no que foi outrora uma fértil “Arábia Verde”.

Monumentos Mustatil descoberto na paisagem do noroeste da Arábia

Conforme observado num estudo da Universidade de Cambridge, os ‘mustatils’ transformaram completamente o que sabemos sobre as sociedades neolíticas. Estudos mostram que estas estruturas surgiram durante uma época em que as chuvas aumentaram, ajudando os grupos pastoris a florescer. Em vez de se concentrarem em enterros individuais, estas grandes construções de pedra indicam um extenso trabalho de equipa e crenças partilhadas espalhadas por vastas áreas. Quando os pesquisadores escavaram as partes da cabeça desses locais, muitas vezes encontraram pedaços de crânios de bovinos, caprinos e gazelas. Esta descoberta sugere que os locais serviam como locais para oferendas rituais.

O que os ossos dos animais revelaram

Cavar em certos locais, como o mustatil perto do oásis de AlUla, finalmente nos deu provas concretas sobre quais rituais aconteciam ali. Os cientistas usaram datação por radiocarbono em ossos de animais encontrados nas câmaras centrais e descobriram que essas atividades aconteceram por volta de 5.000 aC. Esta descoberta mostra que os construtores foram os primeiros pastores. Eles construíram essas estruturas para ajudá-los a lidar com questões ambientais recorrendo a práticas espirituais.

As secas moldaram a espiritualidade neolítica

Sensoriamento remoto e levantamentos aéreos identificaram mais de 1.600 mustatils espalhados por mais de 300.000 quilômetros quadrados. A consistência arquitetônica – composta por uma cabeceira, longas paredes e uma entrada – sugere uma tradição cultural unificada. A enorme escala da construção implica que centenas de pessoas colaboraram num único monumento, reflectindo uma forma inicial de territorialidade regional. A construção dos mustatils coincidiu com o “Período Úmido do Holoceno”, quando a Península Arábica apresentava pastagens exuberantes e lagos permanentes. Os dados geológicos sugerem que a mudança para a monumentalidade pode ter sido uma resposta às secas periódicas, à medida que as comunidades se reuniam nestes locais para realizar rituais destinados a garantir o regresso das chuvas e a fertilidade dos seus rebanhos.

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